Escola de música, artes e ofícios, Chaves, 2004-2008

School of music, artes and crafts, Chaves, 2004-2008

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Desenvolvemos a escola como uma longa tira alinhada com o edifício da antiga estação, inflectindo-a ligeiramente, a meio, para norte, ao encontro das oficinas de reparação de locomotivas que destinámos ao bar/restaurante do conjunto.

Nesse ponto de mudança de direcção, coincidente com a entrada no átrio da escola, foi inserido, quase na perpendicular, o auditório, atravessado no terreno. Tirando partido da inclinação do anfiteatro -- que descerá, a partir do primeiro piso, em direcção ao solo --, foi criado um generoso meio arco que, simultaneamente, marca, cobre e protege a entrada, permitindo a continuidade visual da progressão volumétrica do edifício.

Este eixo, profundo e complexo, continua o enfiamento iniciado pela recente recuperação da antiga estação e do cais de mercadorias que dramatizou o espaço entre as referidas peças; o arco sob o auditório contribuindo para a permanência de um ambiente "metafísico" que outros arcos -- os da estação --, anunciavam, atrás.

O arranjo exterior explorará o sentido de "rua" com a criação de pavimentos pétreos e com a pintura dos muros de betão, em vermelho escuro, no sentido do reforço da dimensão longilínea do lugar.

As janelas sul serão frestas, como um "código de barras", enchendo os corredores de luz riscada.

A poente serão criados dois pavilhões metálicos, com a mesma secção de um existente edifício em pedra onde funcionava o Arquivo Histórico. São "carruagens", ligeiramente desarrumadas, que abrigarão um futuro Museu Ferroviário.